Páginas

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

OMG News : Ministério Público denuncia padre estrangeiro suspeito de pedofilia em Salvador (BA)

Deu na Folha Online que o padre italiano Clodoveo Piazza foi denunciado por pedofilia pelo Ministério Público da Bahia. Piazza é ex-presidente da OAF (Organização de Auxílio Fraterno), entidade não governamental de Salvador que abriga crianças e adolescentes em risco.

Foi também secretário de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza do Estado de 2002 a 2006.

O ex-diretor-executivo da ONG Marcos de Paiva Silva também foi denunciado. Segundo a denúncia, de 2000 a 2008 Piazza e Silva submeteram meninos internos da OAF menores de 18 anos a exploração sexual. A ação se baseia nos relatos de três jovens.

O procurador-geral de Justiça do Estado, Lidivaldo Britto, diz ter informações de que Piazza vive hoje em Moçambique, para onde se mudou após deixar o governo estadual. Britto vai avisar à embaixada do país africano sobre a denúncia, já que soube que o padre continua a trabalhar com crianças e adolescentes.

A pedido da Justiça brasileira, o religioso pode ser ouvido em Moçambique ou mesmo repatriado pela Interpol. No site da OAF, registrada no nome de Marcos Silva, os denunciados ainda aparecem em seus cargos de chefia da entidade. Nenhum dos dois nem outras pessoas ligadas à ONG foram encontrados para comentar as acusações.

Por meio de assessoria, a secretaria estadual anteriormente ocupada por Piazza diz que "repudia veementemente qualquer exploração sexual, seja do padre ou não".

OMG News : ONG apela à Malásia que não puna modelo muçulmana que bebeu cerveja

Deu na Folha Online que a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional (AI) pediu nesta sexta-feira às autoridades da Malásia que não chicoteiem uma modelo muçulmana condenada por beber cerveja --prática proibida segundo as leis islâmicas.

Kartika Sair Dewu Shukarno, 32, foi condenada no mês passado a ser agredida e a pagar uma multa de 5.000 ringgit (US$ 1.400 dólares), depois que foi considerada culpada de beber cerveja em um clube noturno no Estado de Pahang (leste) ano passado.

A pena de seis chicotadas será cumprida na próxima semana, em público, segundo as autoridades para servir de exemplo.

A AI afirmou que as autoridades malaias devem "revogar imediatamente a sentença e acabar com esta prática". "Dar chicotadas é uma forma cruel, desumana e degradante de castigo e está proibido pelas leis internacionais dos direitos humanos", afirma em um comunicado.

Kartika, que tem dois filhos e vive em Cingapura.

Malásia, Brunei e Cingapura são países da região que ainda aplicam o castigo corporal como forma de punição a criminosos segundo as leis locais, uma herança de quando os três países faziam parte do Império Britânico.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

OMG News: Na série "Ó Paí, Ó", Globo brinca com desvio de dízimo

Saiu na Folha on Line que as gravações, iniciadas na semana passada, acontecem em meio a uma guerra com a Record, após extensas reportagens sobre denúncia acatada pela Justiça envolvendo a Igreja Universal do Reino de Deus.

A Globo deu início, em Salvador, às filmagens do seriado "Ó Paí, Ó", que traz, entre os personagens da temporada, um pastor que desvia dízimos de evangélicos em seu benefício.

"É um texto visionário, uma coincidência de que só fui me dar conta realmente ontem [anteontem], quando estava filmando. Mas isso foi escrito em abril e deve ser encarado como uma brincadeira, como também brincamos com as novelas da Globo e com o candomblé", explica a diretora-geral da série e do filme homônimo, Monique Gardenberg ("Benjamim").

A Globo diz, por meio de sua assessoria de imprensa, que "'Ó Paí, Ó' é uma produção independente que precisou de meses para preparação de roteiro e que esse trabalho antecedeu, e muito, as denúncias. Tentar fazer qualquer correlação de sua trama com os fatos que estão no noticiário é tirar completamente de contexto a proposta da série e de seus personagens".

Depois de ter virado evangélico na última temporada, o personagem Queixão, interpretado por Matheus Nachtergaele, decide fundar a Igreja Evangélica do Tremor Divino. O nome faz referência à ameaça de desabamento do cortiço onde os personagens vivem, tema desta segunda temporada.

De acordo com o roteiro assinado por Guel Arraes, João Falcão e Adriana Falcão, o malandro Queixão, que se tornou o pastor Moisés, passa a desviar parte dos dízimos pagos pelos fiéis em benefício próprio.

"O mundo conspira com assuntos que estão no ar. Mas temos tentado fazer uma coisa livre, divertida", afirma Nachtergaele. Anteontem, a reportagem acompanhou a gravação de uma cena na qual Queixão tenta expulsar, armado, um pastor concorrente para não precisar dividir os dízimos.

"A série foi escrita antes das notícias, mas já tratávamos disso com Joana [personagem evangélica interpretada por Luciana de Souza]. Sobre os dízimos, não fui eu quem escreveu, então é melhor você perguntar para quem escreveu", afirmou o ator Lázaro Ramos.

A reportagem não conseguiu entrar em contato com os autores até o fechamento da edição.

Série

Protagonizado por Roque (Ramos), um aspirante a cantor que também mora no cortiço ameaçado, "Ó Paí, Ó" terá participações de Luana Piovani, Deborah Secco e do cantor Carlinhos Brown.

O seriado, previsto para ir ao ar em novembro deste ano, é marcado por gírias baianas e pela abordagem de temas polêmicos, como casamento gay, racismo e religião.

A produção dos quatro episódios ficou a cargo da Dueto Filmes, e as filmagens devem acabar em 20 dias.

OMG News: No 7º dia de "guerra", 'Globo' exibe nota da 'Record'

Sete dias depois do início de uma "guerra" entre a Globo e a Record em pleno horário nobre, a emissora da família Marinho exibiu uma nota da concorrente, em que nega as acusações de superfaturamento na venda de horários publicitários para a Igreja Universal, com o objetivo de financiar a emissora.

Pela primeira vez desde o dia 12, o Jornal da Record não deu destaque algum às denúncias envolvendo o fundador da igreja, Edir Macedo.

As emissoras têm trocado ataques desde quarta-feira passada, quando a Record resolveu responder às acusações do dia anterior, por ter considerado que a concorrente deu destaque excessivo ao fato da Justiça paulista ter acatado a denúncia por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro contra Edir Macedo e mais nove pessoas. Os acusados usariam as doações dos fiéis para benefício próprio.

Os principais telejornais das emissoras levaram ao ar reportagens ao mesmo tempo na semana passada. A TV ligada a Universal chegou a reservar mais de 20 minutos para atacar a concorrente no dia 13 e levou ao ar um programa especial de uma hora de duração no domingo, que incluiu um depoimento de Edir Macedo sobre as acusações. Nas reportagens, a Record tentou vincular a Globo com a ditadura militar e afirmou que um promotor responsável pelas investigações da Universal já foi investigado por favorecer a emissora da família Marinho. A Universal pediu abertura de sindicância no Ministério Público.

Segundo o Jornal Nacional desta quarta, um relatório da polícia afirma que o dinheiro de doações de fiéis seria injetado na emissora, sendo mascarado pela compra de espaço publicitário com um preço acima do mercado. A edição da revista Veja desta semana aponta que a igreja paga R$ 200 mil por uma hora durante a madrugada na Record, com 1,4 pontos de audiência no Ibope. A revista compara os valores com o das TV Globo, que chegam a R$ 50 mil por hora no mesmo período, mas com seis pontos.

O Jornal Nacional cita ainda o jornal Folha de S.Paulo de ontem, que aponta que a madrugada na emissora valeria no máximo R$ 60 milhões por ano. Segundo a nota da Record, a igreja compra 180 horas na madrugada da emissora, 180 horas na rádio AM e 150 horas no canal internacional ao mês, sendo que nem todas as inserções são durante a madrugada, por isso os valores não podem ser comparados.

Fonte: Terra

OMG News: STJ confirma condenação a Igreja Universal por ofensa a mãe de santo

A 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou nesta terça-feira (18) decisão tomada pela própria Corte em setembro de 2008, que condenou a Igreja Universal do Reino de Deus a pagar indenização de R$ 145,2 mil aos filhos e marido da mãe de santo baiana Gildásia dos Santos. Segundo o STJ, não cabe mais recurso à decisão.

De acordo com o processo, a “Folha Universal”, veículo de divulgação da igreja, publicou uma foto da religiosa de maneira ofensiva em reportagem publicada em 1999.

A matéria com o título “Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes” utiliza uma foto da ialorixá como ilustração. Ainda segundo o proceso, a mãe de santo morreu no ano seguinte à publicação, em 2000.

A decisão do STJ foi confirmada nesta tarde, após análise de recurso protocolado pelos herdeiros da mãe de santo, que pretendiam que o valor da indenização por danos morais fosse reajustado.

Inicialmente, a Justiça da Bahia havia condenado a Igreja Universal a indenizar os familiares de Gildásia em R$ 1,4 milhão, mas o valor acabou revisado pelo STJ em 2008.

Nos despacho inicial, a “Folha Universal” também foi condenada a publicar, em duas edições, uma retratação à mãe de santo.

No recurso da Universal ao STJ em 2008, a Igreja alegou que apenas a própria mãe de santo poderia ter movido a ação. Os advogados da Universal também alegaram que a Igreja não seria parte legítima, já que a Folha Universal é impressa pela Editora Gráfica Universal Ltda., que tem personalidade jurídica diferente daquela da Igreja.

Por fim, afirmaram ser exorbitante o valor da indenização e que o jornal não teria fins lucrativos, tornando o valor ainda mais desproporcional.

Fonte: G1

OMG News: Crescimento evangélico faz surgir diferentes tribos da fé

Atualmente, com o crescimento dos evangélicos no país, surgem templos para as mais diferentes tribos urbanas, que vão dos adeptos do heavy metal aos lutadores de jiu jitsu e surfistas. São igrejas voltadas para públicos que se diferenciam pelo visual, como tatuagens e o uso de piercings. Uma aparência que, muitas vezes, incomoda o conservadorismo presente no catolicismo e nas tradicionais denominações evangélicas.

Quando a Igreja Católica surgiu, no primeiro século depois de Cristo, a religião era vista de uma forma muito conservadora pela sociedade. No Brasil, a tradição da fé católica perdurou e, até o século XIX, era a única reconhecida oficialmente. Naquela época, quem não era católico não podia trabalhar para o Estado. Entretanto, os outros cultos eram permitidos, desde que não fossem praticados dentro de edificações cujas arquiteturas lembrassem uma igreja.

De acordo com a antropóloga e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Léa Freitas Perez, o surgimento dessas novas igrejas é uma expressão religiosa de um fenômeno cultural contemporâneo. É o chamado pluralismo da religião. "A religião, como qualquer outro elemento da cultura, precisa se adaptar ao tempo. Isso é importante para o fortalecimento da crença. As igrejas tradicionais perdem fiéis porque não se adaptam às mudanças do tempo", explica.

O fato de compartilharem da mesma fé e gostarem de rock’n roll, usarem roupas pretas e terem cabelos grandes foi um dos motivos que levou um grupo de jovens a criarem sua própria igreja: a Caverna de Adulão, que, desde 1992, funciona em Belo Horizonte. "A caverna surgiu da necessidade de se compartilhar a mensagem do evangelho com uma geração de jovens que era rejeitada nas igrejas oficiais por questões culturais", explica o pastor Geraldo Luiz da Silva.

É entre os evangélicos que surgem as propostas de igrejas flexíveis. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, uma prancha de surfe virou púlpito para uma igreja descolada: a Bola de Neve, criada inicialmente para os surfistas. Em Fortaleza, há cerca de um ano, a Igreja Evangélica Congregacional desenvolve um projeto com alunos de jiu jitsu. No local, os jovens "Lutadores de Cristo" rezam, sobem no tatame para lutar e assistem à pregação do pastor.

"Essa foi a maneira que encontramos para alcançar os jovens que nunca entraram em uma igreja. Aqui pregamos a paz, e uma das nossas regras de conduta é não se envolver em brigas nas ruas", diz o coordenador do projeto, lutador e seminarista Elder Pinto.

A diversidade de igrejas mostra que a religiosidade é nômade. "As igrejas que mais têm sucesso são aquelas receptivas, festivas, que não exigem uma exclusividade dos fiéis", diz a antropóloga Léa Perez.

Bateria, baixo, tatuagens, piercings e muito amor a Deus

Cânticos em ritmo de rock, ao som de bateria e baixo, dão início ao culto na igreja Caverna de Adulão. Aos poucos, os jovens e casais com tatuagens no corpo, piercing no nariz e alargadores de orelha começam a chegar. Com uma linguagem informal, o pastor Magno Vieira começa a pregação do Evangelho. “É o maior barato a vida com Jesus. Sabemos que erramos, somos vacilões, mas estamos aqui para perdir perdão”, diz.

A reunião da comunidade cristã é realizada nas noites de quarta-feira e domingo na rua Aimorés, no bairro Funcionários, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Há 17 anos, o historiador e tatuador Giordano Augusto Toniolo, 29, se tornou um frequentador assíduo da Caverna de Adulão. “Eu me converti muito cedo, aos 8 anos de idade. Comecei a frequentar a caverna junto com meus irmãos, em 1992. Aqui, aprendi que o importante para Deus é o nosso interior, e não o visual que temos”, afirma.

Para Toniolo, o grande diferencial da comunidade é a simplicidade no relacionamento com o próximo, sem discriminação. “Todos são recebidos de braços abertos, desde skinheads até travestis”, ressalta.

Entre o público que frequenta a Caverna de Adulão, além dos adeptos do heavy metal, estão homens e mulheres sem o visual estereotipado. “Não estamos preocupados com costumes. As pessoas só precisam mudar seu coração e não o jeito de vestir para estar perto de Jesus”, diz o pastor Vieira.

Avalanche de surfistas leva o Evangelho aos quatro cantos

Na Igreja Bola de Neve, com sede em São Paulo, a prancha de surfe virou marca registrada. Em um altar despojado, ela serve de púlpito para a Bíblia. A comunidade foi criada há dez anos pelo surfista Rinaldo Luiz de Seixas Pereira, 37, que se tornou evangélico após contrair hepatite, em 1992.

“O púlpito em forma de prancha foi algo que aconteceu por acaso. Os nossos primeiros encontros eram realizados no salão de uma loja de materiais para surfistas. Não tínhamos uma mesa para colocar a Bíblia e improvisamos uma prancha”, explica Seixas, que hoje também é pastor.

De acordo ele, a igreja surgiu com o objetivo de aproximar os jovens da religião. Hoje, o cultos na comunidade são embalados com músicas de louvor em ritmo de reggae e rock. “A Bola de Neve leva a mensagem do Evangelho de uma forma descontraída. Aqui, a palavra de Deus é pregada para um público alternativo, com uma linguagem mais informal. Esse é o nosso grande diferencial”, diz.

Atualmente, a Bola de Neve paulistana realiza cinco cultos por semana e reúne um público de 2.500 pessoas, de 20 a 35 anos, entre surfistas, jogadores de futebol e adeptos de outros esportes.

E a aceitação da igreja tem crescido. Hoje, ela está em sete países, além do Brasil: Austrália, Peru, Índia, Rússia, Canadá, Estados Unidos e Espanha. Em todos, conforme Seixas, um dos princípios é levar a palavra do Evangelho a todas as pessoas, sem discriminação de cor ou classe social.


OMG News: Juiz evangélico defende crucifixos em repartições públicas

"Embora cristão, as doutrinas católicas diferem em muitos pontos do que eu creio, mas se foram católicos que começaram este país, me parece mais que razoável respeitar que a influência de sua fé esteja cristalizada no país.", disse o juiz William Douglas.

Juiz titular da 4ª Vara Federal de Niterói (RJ), William Douglas, que se denomina evangélico, critica a ação do Ministério Público Federal que pede a retirada de símbolos religiosos nos locais públicos federais de São Paulo.

"Querer extrair tais símbolos não só afronta o direito dos católicos conviverem com o legado histórico que concederam a todos, como também a história de meu próprio país e, portanto, também minha. Em certo sentido, querer sustentar que o Estado é laico para retirar os santos e Cristos crucificados não deixaria de ser uma modalidade de oportunismo".

Para o juiz William Douglas, muitos que são contrários à permanência dos símbolos religiosos em repartições públicas, na verdade professam uma nova religião, a "não religião".

"Todos se recordam do lamentável episódio em que um religioso mal formado chutou uma imagem de Nossa Senhora na televisão. Se é errado chutar a imagem da santa, não é menos agressivo querer retirar todos os símbolos. Não chutar a santa, mas valer-se do Estado para torná-la uma refugiada, uma proscrita, parece-me talvez até pior, pois tal viés ataca todos os símbolos de todas as religiões, menos uma. Sim, uma: a 'não religião', e é aqui que reside meu principal argumento contra a moda de se atacar a presença de símbolos religiosos em locais públicos".

O magistrado aponta que os defensores da ação do Ministério Público Federal têm uma interpretação parcial da laicidade do Estado, passando a querer eliminar todo e qualquer símbolo, e por consequência, toda manifestação de religiosidade. "Isso sim é que é intolerância", pontua.

"Quando vejo o crucifixo com uma imagem de Jesus não me ofendo por (segundo minha linha religiosa) haver ali um ídolo, mas compreendo que em um país com maioria e história católica aquela imagem é natural".

O juiz federal afirma que a imagem de Jesus Cristo na cruz até remete a uma conduta ética dos magistrados. "O crucifixo nas cortes, independentemente de haver uma religião que surgiu do crucificado, é uma salutar advertência sobre a responsabilidade dos tribunais, sobre os erros judiciários e sobre os riscos de os magistrados atenderem aos poderosos mais do que à Justiça".

No final do artigo, o juiz recorda sua posição evangélica, ao mesmo tempo em que reconhece o papel fundamental do catolicismo na história do Brasil.

"Eu, protestante e empedernidamente avesso às imagens esculpidas, as verei nas repartições públicas e saudarei aos católicos, que começaram tudo, à liberdade de culto e de religião, à formação histórica desse país e, mais que tudo, ao fato de viver num Estado laico, onde não sou obrigado a me curvar às imagens, mas jamais seria honesto (ou laico, ou cristão, ou jurídico) me incomodar com o fato de elas estarem ali".