Páginas

terça-feira, 14 de julho de 2009

OMG News: Casais à beira do divórcio deveriam ser obrigados a 'dar tempo', diz estudo

Casais à beira do divórcio deveriam ser obrigados a "dar um tempo" de três meses antes de entrarem oficialmente com o pedido na Justiça, segundo recomenda um relatório realizado pela think tank britânica Centre for Social Justice, dirigido pelo ex-líder do Partido Conservador Iain Duncan Smith.

O documento, intitulado "Every Family Matters" ("Toda família tem seu valor", em tradução livre), defende o intervalo de três meses para que maridos e esposas reflitam sobre seu casamento e avaliem a possibilidade de reconciliação.

O relatório sugere ainda que o governo adote uma série de medidas que poderiam "salvar uniões salváveis", como uma rede de centros de aconselhamento psicológico gratuito para casais antes e durante o casamento, seguindo o modelo de um programa adotado na Austrália.

Segundo o documento, noivos deveriam ser incentivados a participar de cursos sobre o casamento.

Expectativas

O documento recomenda também que as autoridades britânicas apliquem incentivos fiscais para estimular o casamento, e critica planos do governo de oferecer direitos a casais não casados.

Em entrevista à BBC, Duncan Smith disse que os jovens de hoje têm "expectativas incrivelmente altas" em relação ao casamento, em comparação com seus avós.

"Com tantas famílias desestruturadas vivendo ao redor desses jovens, é até irônica a expectativa que eles colocam no casamento", afirmou.

"Mas a ideia de compromisso - de dois vivendo como um - parece estar desaparecendo", completou.

O relatório, a ser publicado nesta segunda-feira, defende ainda que o casamento beneficia toda a sociedade.

"As pessoas casadas são estatisticamente mais inclinadas a cumprir a lei e a se envolver em atividades que apoiam a nação", afirma o documento.

"O fim do casamento e de outros relacionamentos menos estáveis geram gastos para a sociedade - não apenas os custos de diretos de manter pais solteiros, mas também o impacto indireto em empregos, educação, saúde e criminalidade."

Fonte: BBC Brasil

OMG News : Aposentado enfrenta ladrões com o ‘Nome de Jesus’

O aposentado Sandoval de Paula, 66 anos, do Jardim Carpas, retornava de uma igreja evangélica, com a esposa Isabel. Quando chegaram em casa, foram rendidos por uma quadrilha formada por cerca de cinco homens armados . Para se ‘livrar’ dos marginais, o aposentado disse que usou o "nome de Jesus" e o bando fugiu.

"Não sei o que aconteceu. Eu estava sozinho com a minha esposa e sou fraco, para enfrentar aqueles marginais com dois homens armados. Um apontava o revólver para mim e o outro para a minha mulher", relata. "Eu voltei da igreja e tive fé de que nada aconteceria", lembra.

"Eu disse para mim mesmo que Jesus era poderoso e tinha de me ajudar. Quando falei para eles que Jesus não faria mal para a gente, um dos homens encostou o revólver em mim e falou que não gostava de Jesus".

Diante da ameaça, Sandoval gritou "Eu gosto de Jesus e o sangue de Jesus tem poder. Senti uma espécie de blindagem. Não sei explicar, mas os ladrões que estavam armados fugiram correndo”.

A PM orienta as vítimas a não reagir e na primeira oportunidade chamar o 190. Um oficial, porém, comentou que "todos sabem que Jesus tem poder, mas ninguém deve arriscar a vida".

Fonte: Jornal de Itupeva

OMG News:Luta por desarmamento global ganha força com Obama

A luta pelo desarmamento e pela não-proliferação de armas nucleares ganhou um novo impulso na semana passada na Europa.

Em dois grande eventos globais - a reunião bilateral com a Rússia e a Cúpula do G-8, em L'Aquila, na Itália -, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reacendeu as esperanças de um mundo mais seguro ao defender, com apoio da França e da Grã-Bretanha, a redução de arsenais e a moratória na produção de novos artefatos pelo Irã e pela Coreia do Norte.

A ofensiva contra as bombas atômicas teve início em 5 de abril, em Praga, quando Obama fez um discurso por “um mundo sem armas nucleares”. Se essa proposição soa utópica, as propostas de desarmamento são concretas e vieram às mesas na semana passada. Na segunda-feira, Obama e o presidente russo, Dmitry Medvedev, assinaram um acordo fixando metas de redução de arsenais de mísseis e do total de ogivas nucleares, que deve se estabilizar entre 1.500 e 1.670 para cada país nos próximos sete anos.

Na quinta-feira, na Itália, não houve acordos assinados, mas um consenso entre os líderes do G-8: a condenação unânime dos testes nucleares da Coreia do Norte e do programa nuclear do Irã. O G-8 é formado pelos sete países mais ricos do mundo - EUA Canadá, Japão, Alemanha, França, Grã-Bretanha e Itália - mais a Rússia.

O consenso alcançado no encontro do grupo em L'Aquila é o de que as potências nucleares só poderão cobrar o compromisso da não-proliferação se derem o exemplo. “Uma mensagem forte sobre a não-proliferação está sendo enviada pelas grandes potências, que não podem mais ser acusadas de dizer ‘Faça o que eu digo, não o que eu faço’”, disse Corentin Brustlein, especialista em Defesa do Instituto Francês de Relações Internacionais. “O discurso visa a impedir que a Coreia e o Irã cheguem às armas nucleares.

Fonte: Agência Estado

OMG News: Alemanha abre processo contra suspeito de matar 28 mil judeus

Promotores alemães acusaram nesta segunda-feira John Demjanjuk, suspeito de ter sido guarda em um campo de extermínio nazista e de ter ajudado a matar cerca de 28 mil judeus na Segunda Guerra Mundial, criando as condições para o que pode ser o último grande julgamento de crimes nazistas de guerra da Alemanha.

"A procuradoria do Estado em Munique acusou hoje John Demjanjuk, de 89 anos, como auxiliar de assassinato em um total de 27.900 casos", disseram os promotores em um comunicado.

Caçadores de nazistas receberam bem o anúncio, apresentado depois de anos de debate sobre as atividades de Demjanjuk, natural de Kiev, na Ucrânia, no tempo da guerra. Ele viveu por muitos anos no Estado de Ohio, nos EUA, e nega qualquer participação no Holocausto.

Demjanjuk está em uma prisão no sul da Alemanha desde 12 de maio, para onde foi enviado depois de deportado pelos EUA. Os promotores disseram que ele será julgado em uma corte de Munique, mas não disseram em qual.

Advogados da defesa e da acusação haviam dito anteriormente que a data mais provável seria no outono (do hemisfério norte).

Metalúrgico aposentado, Demjanjuk está no topo da lista dos 10 suspeitos de crime de guerra mais buscados pelo Centro Simon Wiesenthal. A entidade diz que Demjanjuk enviou homens, mulheres e crianças para câmaras de gás no campo de extermínio de Sobibor, região que hoje faz parte da Polônia.

"Este é um marco no caminho para finalmente se fazer Justiça", disse Efraim Zuroff, diretor do Centro Simon Wiesenthal em Jerusalém e um dos principais caçadores de nazistas. "Um julgamento deste tipo manda uma mensagem muito importante, de que mesmo depois de muitos anos que os crimes foram cometidos ainda é possível fazer justiça."

Demjanjuk disse que foi convocado pelo Exército Soviético em 1941, se tornou prisioneiro de guerra alemão um ano depois e serviu em campos de prisão alemães até 1944. Ele emigrou para os Estados Unidos em 1951 e se naturalizou norte-americano em 1958.

Médicos consideraram Demjanjuk em condições de saúde para enfrentar um tribunal, apesar dos protestos de sua família, que alega que ele está muito frágil. Os especialistas recomendaram que as audiências se restrinjam a duas sessões de 90 minutos por dia.

O filho de Demjanjuk, John Demjanjuk Jr., afirmou em um comunicado que o julgamento é uma farsa e seu pai está sendo discriminado.

"Enquanto meu pai permanecer vivo, vamos defender sua inocência, já que ele nunca feriu ninguém em parte alguma", disse ele.

Os EUA retiraram a cidadania de Demjanjuk depois que ele foi acusado nos anos 1970 de ser o "Ivan, o Terrível", um guarda notoriamente sádico do campo de extermínio de Treblinka.

Ele foi extraditado para Israel em 1986 e condenado à morte em 1988, mas a Corte suprema anulou a sentença depois que se descobriram provas de que um outro homem era provavelmente "Ivan, o Terrível".

O acusado readquiriu sua cidadania, mas o Departamento de Justiça dos EUA reavaliou o caso novamente em 1999, argumentando que ele havia trabalhado para os nazistas como guarda em três outros campos de extermínio. Sua cidadania foi retirada novamente em 2002.

Fonte: Estadão

OMG News : Vaticano alfineta contratações milionárias do Real Madrid

Na edição da sexta-feira da semana passada, o jornal L’Osservatore Romano, do Vaticano, publicou um artigo no qual condena as contratações milionárias dos Merengues.

Assinado por Gaetano Vallini, o texto intitulado ‘Se o futebol se converter em um círculo exclusivo’, questiona se realmente é adequado fazer contratações na casa dos 100 milhões de euros – a de Cristiano Ronaldo custou 94 milhões de euros.

Vallini questiona se tais transações se justificam em termos econômicos e de mercado. “Desde o ponto futebolístico, fará falta ver se são compatíveis ou se revelarão desestabilizadoras para o mundo do futebol”, indica o artigo.

Ele ainda critica a ideia de Pérez de criar uma Superliga Europeia, formada pelos principais clubes do continente. “Estamos diante de uma proposta que desmascara, como se fosse necessário, as verdadeiras intenções de alguns dirigentes de futebol: criar um círculo exclusivo de times poderosos que seriam cada vez mais ricos”, conclui.

Fonte: UOL Esporte

segunda-feira, 13 de julho de 2009

OMG News : Paleontólogos e criacionistas reúnem-se em evento nos EUA

Dra. Tamaki Sato ficou confusa com a exibição de dinossauros. As placas descreveram os diversos dinossauros como originados de períodos geológicos distintos - os stegossauros do Alto Jurássico, os heterodontossauros do Baixo Jurássico, o velociraptor do Alto Cretáceo - ainda assim, em cada caso, as datas de desaparecimento eram as mesmas: cerca de 2.348 a.C.

"Fiquei querendo saber o motivo", disse Sato, professora de geologia da Tokyo Gakugei University, no Japão.

Para paleontólogos como Sato, camadas de rochas representam um acúmulo de centenas de milhões de anos, e o Baixo Jurássico é muito mais antigo que o Alto Cretáceo.

No entanto, aqui no Museu da Criação, no norte do estado de Kentucky, a Terra e o universo têm somente seis mil anos de idade, e foram criados em seis dias por Deus. O museu alega: "Mesmos fatos, diferentes conclusões". Ele é inequívoco em ver dados paleontológicos e geológicos sob a luz da leitura da Bíblia.

Na interpretação criacionista, as camadas foram depositadas num único evento - a inundação do mundo, quando Deus varreu a terra, com exceção das criaturas da Arca de Noé - e os dinossauros morreram no ano de 2.348 a.C, ano da inundação.

"Essa é uma coisa nova que aprendi", disse Sato.

Os mundos da paleontologia acadêmica e do criacionismo raramente colidem, mas o primeiro visitou o último na quarta-feira passada. Na Universidade de Cincinnati, ocorria a Convenção Paleontológica Norte-Americana, onde cientistas apresentavam suas últimas pesquisas sobre as fronteiras do passado antigo. Numa pausa entre as palestras, cerca de 70 participantes embarcaram em ônibus escolares para uma visita de campo ao Museu da Criação, do outro lado do Rio Ohio.

"Estou muito curioso e fascinado", disse Dr. Stefan Bengtson, professor de paleozoologia do Museu de História Natural da Suécia, antes da visita, "porque temos poucas coisas assim no meu país".

Dr. Arnold I. Miller, professor de geologia da Universidade de Cincinnati e chefe do comitê de organização do encontro, sugeriu a viagem. "Muitas vezes, os acadêmicos tendem a ignorar o que acontece ao redor deles", disse Miller. "Sinto que, pelo menos, seria valioso para meus colegas saberem não somente como os criacionistas estão mostrando suas próprias mensagens, mas também como eles estão mostrando a mensagem paleontológica e a evolucionária".

Desde a abertura do museu, há dois anos, 750 mil pessoas já o visitaram, mas esse foi o primeiro grande grupo de paleontólogos a passar por suas portas. O museu recebeu os visitantes atípicos com a típica hospitalidade. "Glória a Deus, estamos empolgados de tê-los aqui", disse Bonnie Mills, responsável pelo atendimento ao visitante.

Os cientistas pagaram a taxa de entrada para grupos, que incluía o almoço.

Dr. Terry Mortenson, palestrante e pesquisador da Answers in Genesis, a missão religiosa que construiu e administra o Museu da Criação, disse não esperar que a visita mudasse a mente de muitas pessoas. "Tenho certeza que, em grande parte, eles têm uma visão diferente do que é apresentado aqui", disse Mortenson. "Só vamos dar a liberdade de ver o que eles querem ver".

Perto da entrada para as exibições, existe um display animatrônico que mostra uma garota alimentando um esquilo com uma cenoura, enquanto dois dinossauros estão por perto. A imagem revela uma distância enorme entre a instituição e os museus de história natural, que afirmam que os primeiros humanos viveram 65 milhões de anos depois dos últimos dinossauros.

"Estou pasmo", disse Dr. Derek E.G. Briggs, diretor do Museu Peabody de História Natural, em Yale, que caminhava pelo museu de braços cruzados e expressões faciais de reprovação. "É até assustador".

Mortenson e outros do museu disseram analisar as mesmas rochas e fósseis que os cientistas visitantes analisam, mas, devido a diferentes pontos de partida, eles chegam a conclusões diferentes. Por exemplo, eles dizem que a inundação bíblica deflagrou uma grande agitação no interior da Terra. Isso separou os continentes e os levou a seus locais atuais - ou seja, para eles, os continentes não têm se movido ao longo dos últimos bilhões de anos.

"Todo mundo tem pressuposições do que eles irão considerar, que perguntas eles irão fazer", disse Mortenson, doutor em história da geologia pela Coventry University, Inglaterra. "Os primeiros dois recintos do nosso museu falam sobre essa questão, de pontos de partidas e pressuposições. Nós contestamos fortemente uma posição evolucionista de que eles estão deixando os fatos falarem por si próprios".

A apresentação do museu tem apelo para visitantes como Steven Leinberger e sua mulher, Deborah, visitantes de um grupo da Igreja da Confissão Luterana, em Eau Claire, estado do Wiscosin. "Isso é o que deveria ser ensinado, até mesmo nas ciências", disse Leinberger.

Os fundadores do museu optaram pela área de Cincinnati porque ela está a um dia de viagem de carro de dois terços da população dos Estados Unidos. A área também atrai, há muito tempo, paleontólogos, devido à proximidade com algumas das rochas mais carregadas de fósseis da América do Norte. No local, é fácil, na beira de algumas estradas, coletar fósseis datados de centenas de milhões de anos. As rochas também são tão conhecidas que são chamadas de Série Cincinnati, representando o período de tempo de 451 milhões a 443 milhões de anos atrás.

Muitos dos paleontólogos acharam que o museu representa mal e ridiculariza os próprios cientistas e seu trabalho, e os culpa, de forma injusta, pelos males da sociedade.

"Acho que eles deveriam dar um novo nome ao museu - não Museu da Criação, mas Museu da Confusão", disse Dr. Lisa E. Park, professora de paleontologia da Universidade de Akron.

"Infelizmente, eles fazem isso sem saber", disse Park. "Fiquei decepcionada. Como cristã, fiquei decepcionada".

Bengtson observou que, para explicar como as poucas espécies a bordo da arca poderiam ter se diversificado e se transformado na multidão de animais vivos hoje, em apenas alguns milhares de anos, o museu simplesmente disse: "Deus forneceu aos organismos ferramentas especiais para mudar rapidamente".

"Assim, em uma frase, eles admitem que a evolução é real", disse Bengtson, "e que eles têm de evocar a mágica para explicar como as coisas funcionam".

No entanto, até alguns que discordam da informação e da mensagem, admitem que o museu tem um apelo óbvio. "Odeio que isso exista", disse Jason D. Rosenhouse, matemático da James Madison University, na Virgínia, e blogueiro de assuntos relacionados à evolução. "Mas, já que isso existe, você pode se divertir aqui. Eles fazem um ótimo show, se você consegue segurar sua descrença".

Ao final da visita, entre os dinossauros, Briggs parecia ter se divertido. "Gosto da ideia de que os dinossauros estavam na arca", disse ele. Cerca de 50 tipos de dinossauros foram embarcados com Noé, explica o museu, mas depois eles foram extintos, por razões ainda desconhecidas.

Briggs se deu conta de que o museu provavelmente muda poucas mentes. "Mas me preocupo com os pequenos", disse ele.

Sato comparou o local a um parque de diversões. "Gostei tanto quanto a Disneylândia", disse ela.

Ela gostou da Disneylândia?

"Não muito", disse ela.

Fonte: UOL Ciência

sábado, 11 de julho de 2009

OMG News : Prova do Enem terá horário especial para religiosos

O Inep (órgão do MEC responsável pelo Enem) dará aos estudantes religiosos que guardam o sábado a oportunidade de fazer o Enem só depois do pôr do sol. A medida deve envolver principalmente vestibulandos adventistas e judeus.

Neste ano, o Enem terá, pela primeira vez, uma parte realizada no sábado e outra no domingo (3 e 4 de outubro).

No dia do exame, todos os inscritos entrarão no local de prova juntos, até as 12h55. Os candidatos que solicitarem o horário especial esperarão em uma sala separada. Eles não terão acesso a livros ou meios eletrônicos durante a espera.

Com horário provável de início às 18h, a prova, de até quatro horas e meia, poderá terminar, nesses casos, às 22h30.

Os candidatos que ainda não se inscreveram devem pedir o atendimento especial na ficha de inscrição (http://enem.inep.gov.br). Quem já se inscreveu pode inserir a solicitação no sistema de acompanhamento até o dia 17, quando se encerram as inscrições.

Ronaldo Alberto de Oliveira, pastor da Igreja Adventista do 7º Dia de Moema (zona sul de SP), considerou a notícia positiva: "Mesmo sendo cansativo para o aluno, isso é excelente. É a forma que se encontrou para viabilizar a prova para os jovens adventistas".

O pastor lembra que a medida não é nova. "Algumas universidades já adotam esse procedimento", afirma.

Já na comunidade judaica, foram apontados problemas. De acordo com as normas da religião, os judeus não podem andar de carro, pegar ônibus ou metrô, carregar objetos ou escrever --entre outras proibições-- do pôr do sol de sexta ao pôr do sol de sábado.

A médica judia Mônica Katz, mãe de uma vestibulanda do Rio, diz que, para que a medida desse certo, seria preciso uma boa infraestrutura.

"Minha filha não poderia carregar nada, nenhum documento, nenhuma comida para esperar esse tempo todo. Numa situação em que ela tivesse tudo isso e pudesse ir a pé, tudo bem. Ela ficaria esperando até o começo da prova. Mas seria preciso uma logística muito grande para poucas pessoas."

O Inep diz que só definirá a logística após saber a demanda pelo atendimento especial.

Os judeus enfrentam ainda outro problema. A comunidade comemora, dos dias 2 a 8 de outubro, um feriado religioso (Sucot) que também impõe restrições às atividades, o que inviabiliza a prova tanto no sábado quanto no domingo.

"É uma pena, porque a minha filha se preparou a vida escolar inteira dela e agora só vai poder fazer a prova da Uerj [que, diferentemente das federais do Rio, não usará o Enem como forma de seleção]."

Fonte: Olhar Direto